quinta-feira, 12 de abril de 2012



"Eles se amam, todo mundo sabe mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossível. Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas. Todas as noites ela pensa nele. E ele.. ele nem sei. Assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros. Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz. Nunca mais tiveram juntos, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é difícil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. Durante todo o dia eles se perguntam o que fazer."  

sábado, 7 de abril de 2012



Ela não sabia o que fazer. Pensava em muita coisa mas nada batia certo e isso só a fazia chorar mais. Tinha passado uma semana e ela continuara na cama, praticamente sem comer, nem beber, só aconchegada com os seus lençóis amarelos e os seus livros – os únicos que nunca a abandonaram. No telemóvel tinha umas quantas mensagens a ler, mas ela não se importara, afinal nenhuma era do teu número. Sempre lhe disseram que tudo não passava de uma simples paixoneta de escola, mas no fundo eu sei que ela não acreditava neles. Ela acreditava mesmo que vocês pudessem dar certo, podes ter a certeza disso. Enquanto todos diziam ‘esquece isso’ ela limitava-se a olhar para baixo, com uma madeixa de cabelo a tapar a sua cara rosada e dizia numa voz muito baixa ‘deixa-me, eu sei que ele não me esqueceu.’ Ela pensava todos os dias em ti, em como tu a fazias sorrir com as coisas mais parvas e principalmente no quão feliz a fazias. Ela contava-me as coisas. Eu sabia tudo sobre vocês e tinha a certeza disso. Sabes o peluche que lhe ofereceste? Ela não deixa ninguém tocar nele, talvez com medo que ele fique sem o teu cheiro. E a t’shirt? Todas as noites ela dorme agarrada a ela, com muita força. Ela anseia uma mensagem tua, a toda a hora ela espera isso. Sabias que o teu nome continua igual a como o deixas-te? Ela não consegue mudar. As vossas fotografias continuam espalhadas no seu quarto e quando se ouve o teu nome, ela vira-se logo na esperança de ser algo que lhe agrade. Ela continua à tua espera, tal como no dia em que a deixaste. Sabes, eu no fundo também acreditava em vocês, o que aconteceu?  

sexta-feira, 6 de abril de 2012


Posso desistir de tudo, exceto de ti. És o meu menino, és uma pessoa fantástica do qual me orgulho e, aconteça o que acontecer, eu vou estar sempre aqui para te ouvir quando mais precisares. É tudo o que te sei dizer, cinco letras, amo-te. 


quinta-feira, 5 de abril de 2012



Toda a gente diz que a dor vai perdendo intensidade com o tempo, vai ficando menor, mais apagada, mas eu não acredito neles. Eu acho que eles só dizem isso para se tentarem convencer que amanhã, quando o dia espreitar e o sol iluminar os seus quartos logo de cedinho, ela já terá desaparecido e com ela terá levado todos os restos da solidão e todas aquelas tristezas. Eles só querem ir para a cama com aquela esperança tola de que amanhã será tudo diferente. Melhor. Mas quando acordam tudo está do mesmo modo de que quando adormeceram. E aí eles têm que tentar convencer os seus corações de novo e de novo. Eles pensam que amanhã será o dia mas a verdade é que nunca é.