sábado, 24 de dezembro de 2011



Meu amor,

Há tanta coisa dentro de mim que gostaria de te dizer agora mesmo, mas eu não tenho a certeza por onde devo começar. Talvez o ideal seja começar esta carta dizendo que te amo e que és tudo para mim. Ou que os dias que passei a teu lado foram os mais felizes da minha vida. Mas enfim, não importa o que eu diga primeiro. Estes curtos cincos meses que passamos juntos, foi o suficiente para o meu coração depender do teu e para me fazeres acreditar que o amor não é só mais uma palavra no dicionário mas sim a palavra mais bela que se encontra no seu interior. Por vezes, temos as nossas discussões, os nossos desentendimentos. Palavras frias que saem sem nós querermos, apenas porque estamos chateados ou desiludidos. Mas eu aguento, assim como tu, e conseguimos sempre resolver as coisas da melhor forma. Tu sabes o quão difíceis têm sido estes dias sem ti? Sem o teu sorriso, a tua respiração, o teu beijo, o teu cheiro, o teu toque? Sinto a tua falta. Sinto falta dos teus miminhos e parvoíces. Sinto farta de me puxares contra o teu peito e me dares aqueles beijinhos no pescoço como eu tanto gosto. Tenho vontade de ir ter contigo, de te amarrar bem junto a mim e de te impedir que voltes a ficar 300km longe de mim e do meu pequeno e frágil coração. Eu apaixonei-me por ti mas, mais importante que isso, contigo, aprendi que o amor significa meter sempre a pessoa que amamos em primeiro lugar, tentando sempre que esta esteja bem.
Vou-te contar um segredo. Quando era mais nova, li num livro de poesia, daqueles velhos, com páginas penduradas e uma fina camada de pó a cobrir a capa, que o cheiro de alguém pode tornar-se o nosso cheiro também. Ao início, não acreditei nem um bocadinho nessas palavras. Mas agora… agora as minhas roupas vestem o teu cheiro. Vem ter comigo, estou à tua espera.

Beijinhos da tua menina.