O vento brincava com os seus cabelos
loiros e fazia festas no seu rosto. O seu corpo balançava de um lado para o
outro sem parar. A estrada estava deserta, sem carros. Estava uma noite fria
mas nem por isso ela deixou de sair à rua para espairecer um pouco. Acabara por
se tornar num hábito. Pegava no seu casaco, mandava as chaves para o bolso, sai
de casa sem dizer uma única palavra e ia espairecer com a esperança de aliviar
o seu coração. E lá andava ela, sem saber para onde ia, apenas deixava-se ir ao
sabor do vento como se não passasse de uma simples pena. Deixava rolar os seus
pensamentos pela rua fora e a solidão acompanhava-a lado a lado. A saudade ia
um pouco mais atrás. Estava tudo tão vazio, tão sombrio. Deu por ela estava
outra vez na praia. Maldito sitio, era onde sempre iria parar a chorar.
