domingo, 26 de fevereiro de 2012


O vento brincava com os seus cabelos loiros e fazia festas no seu rosto. O seu corpo balançava de um lado para o outro sem parar. A estrada estava deserta, sem carros. Estava uma noite fria mas nem por isso ela deixou de sair à rua para espairecer um pouco. Acabara por se tornar num hábito. Pegava no seu casaco, mandava as chaves para o bolso, sai de casa sem dizer uma única palavra e ia espairecer com a esperança de aliviar o seu coração. E lá andava ela, sem saber para onde ia, apenas deixava-se ir ao sabor do vento como se não passasse de uma simples pena. Deixava rolar os seus pensamentos pela rua fora e a solidão acompanhava-a lado a lado. A saudade ia um pouco mais atrás. Estava tudo tão vazio, tão sombrio. Deu por ela estava outra vez na praia. Maldito sitio, era onde sempre iria parar a chorar.